12 junho 2011

ESCRAVOS...NÃO - Poema de Afonso Rocha

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                                Escravos...não

     
       Desço da ponte de mim onde as româs

              se abrem como uma flor suspensa de ti

              Olho com prazer teus mamilos eretos

              envoltos na bruma cinzenta da noite...

              Vislumbro nenúfares acariciando tua pele

              e fico seduzido pelo teu cheiro a terra...

              Aproximo-me enrolas-te tímida...

              e como amantes transformamo-nos

              em flor de lótus iluminando a noite escura

              Almas selvagens errantes sussurram

              na noite miragens que iluminam os dias

              onde corpos se fundem alucinados

              numa amálgama de frutos flores e sêmen...

              Onde os ramos de tangerineira

              formando coroas caem no abismo dos vivos

              perfumando o ar que respiram...

              Seremos deuses adúlteros ou selvagens

              escravos...NÂO


                    afonso rocha


5 comentários:

aurora disse...

Belo!...A ingenuidade das palavras aparentemente simples , expostas na sensibilidade dum poema intenso! Parabéns Afonso e obrigada por partilhares connosco esta pérola! bj

Aurora Martins disse...

Caro Afonso...tenho um amigo que é poeta me costuma dizer que eu vejo na poesia coisas que quem a escreve nem pensou! Sofro duma certa impulsividade na hora de dar a minha opinião ...por isso refreio-me um pouco...espero que me perdoes ! De facto eu acho que a tua poesia não se sente apenas com o coração e o cérebro...ela sente-se com cada poro ...leva-nos a uma viagem para além do senso comum...através dela se desbrava sonhos do impossível para depois se aterrar em êxtase no mundo real das sensações mais inusitadas e fantásticas que conduzem , inevitavelmente , ao delírio dos que se mostram abertos e sensíveis ao Belo! Estou-te delicadamente grata pela amabilidade em convocares-me particularmente para apreciar as tuas criações ... Bem Haja Afonso por seres como és! bjinho com carinho
aurora

Fátima disse...

Caro Sr Afonso
Bom que tenha conseguido descer da ponte.
Estou em um Horizonte que nem ponte tem.
Olha com prazer mamilos eretos...?
E se caírem?
Que importância tem?
Se nenúfares acariciassem minha pele...
Eu ficaria seduzida também.

Com carinho
Parabéns pela postagem!

Fátima

Nilson Barcelli disse...

Magnífico poema, pleno de sensualidade, bem traduzida pelas excelentes imagens poéticas criadas.
Gostei muito, como é óbvio.
Caro amigo Afonso, bom Domingo.
Abraço.

© Piedade Araújo Sol disse...

um poema com um erotismo q.b. com estrofes que são de uma inegavel beleza.
gostei!
Beij